Bafómetro faz baixar número de acidentes

0
239

O recurso  à utilização pela Polícia de Viação e Trânsito do bafómetro, aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcoólica a partir da análise do ar exalado dos pulmões de uma pessoa com aparente indício físico de embriaguez, começa a surtir efeito e prova disso é a diminuição do número de acidentes, de mortos e feridos no primeiro trimestre deste ano em comparação com o período análogo de 2017.

O balanço da sinistralidade rodoviária, referente aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março deste ano, foi divulgado ontem pelo director nacional de Viação e Trânsito, comissário Conceição Gomes, no final do primeiro Conselho Executivo da Comissão Nacional de Ordenamento do Trânsito, realizado no Comando Geral da Polícia Nacional e orientado pelo comandante-geral, Eduardo Manuel Mingas “Panda”.   
Além do recurso ao bafómetro, contribuíram também para a redução da sinistralidade rodoviária no país a utilização de radares nas vias mais críticas e de maior movimento rodoviário e a realização de campanhas regulares de prevenção rodoviária.
No total, foram registados, entre Janeiro e Março, 2.452 acidentes de viação, menos 120 em comparação com o primeiro trimestre de 2017, que provocaram 549 mortos (menos 169) e 2.654 feridos (menos 279). O comissário Conceição Gomes, que falou à imprensa na qualidade de porta-voz da reunião, informou que, dos 2.452 acidentes de viação registados, 955 são atropelamentos, que fizeram 220 mortos e 813 feridos.
O comissário confirmou que os acidentes de viação continuam a ser a segunda causa de morte em Angola, depois da malária. Ontem, os membros da Comissão Nacional de Ordenamento do Trânsito recomendaram a continuação e o reforço das campanhas de prevenção da sinistralidade rodoviária,principalmente nas províncias com maior número de acidentes, sendo uma delas a de Luanda, que tem o maior parque automóvel.

Criado grupo de trabalho
Um grupo de trabalho vai ser criado pela Comissão Nacional de Ordenamento do Trânsito, para funcionar em tempo integral, devendo, entre as suas atribuições, acompanhar projectos de reparação das vias, nacionais e locais, de iluminação pública e de educação e prevenção rodoviária.
Os membros da Comissão Nacional de Ordenamento do Trânsito tomaram nota com preocupação do facto de a condução sob efeito de álcool continuar a enlutar muitas famílias em Angola, sendo um fenómeno social com “forte incidência nos acidentes de viação”, acentuou o comissário Conceição Gomes, que disse terem ficado também preocupados quando tomaram conhecimento de que “alguns cidadãos não usam as pedonais nem as passadeiras, contribuindo para a ocorrência de atropelamentos.”
A melhoria da iluminação pública é outra pretensão que os membros do Conselho Executivo da Comissão Nacional de Ordenamento do Trânsito querem ver rapidamente concretizada, assim como a criação de centros de inspecção regular de viaturas. 
As questões analisadas ontem vão ser encaminhadas ao Conselho Nacional de Ordenamento do Trânsito, presidido pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here