EPAL pode atingir cobertura de 85% em 2022

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Brasília (Dos enviados especiais) – A Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL) prevê atingir, em 2022, uma cobertura de 85 por cento em termos de abastecimento de água potável à população, com entrada em funcionamento de novos projectos. ,

A garantia foi dada  quinta-feira, em Brasília, pelo presidente do conselho de administração da EPAL, Diógenes  Orgini, a propósito  do Dia Mundial  da Água, que  hoje se  assinala e no quadro da sua participação, no 8º Fórum Mundial da Água, que encerra sexta-feira.

Actualmente a  EPAL está com uma cobertura de 60 por cento a  nível da província de Luanda, quer  na  zona urbana  quer  na periferia,   no quadro  do défice registado de produção.

Para  Diogenes  Orgini, a  melhoria  do quadro  passa  pela concretização  dos projectos  que  estão  em curso,  bem como a  realização de outros que  estão identificados  para  o cumprimento  daquilo que é o défice  na cidade de Luanda.

O responsável  acredita que,  com a  realização dos  investimentos previsto no Plano de  Acção desta instituição,  como é o  caso da concretização dos  sistemas de  abastecimento do Bita  e Quilonga,  em Luanda, em 2022, poderão passar  de 60 para 85 por cento, em  termos de cobertura.

Com estes projectos, que  deveriam ser   executados  há dez anos, espera-se  um reforço de 750 mil  metros cúbicos/dia, sendo 250 mil  do projecto  Bita  e 500 mil do  Quilonga,  uma quantidade que poderá criar  alguma  estabilidade.

Actualmente,  a EPAL está com uma   capacidade  instalada  de  700 mil  metros  cúbicos e  está  a produzir   500  mil metros cúbicos dia, metade das necessidades  actuais  da população, que  rondam os  um milhão de metros  cúbicos.

“Pelo que estamos a produzir  ainda não temos a capacidade de  atingir as necessidades da população  na totalidade, como  tentar  dar àgua aos consumidores  24 horas ao  dia, o que obrigado o sistema  de alternância em algumas localidades”, admitiu o gestor da EPAL, sustentado  que o défice  está  na produção.

Por outro lado,  referiu que os  actos de  garimpo  de água  tem causado muito  “dissabores”  aquilo que é  a gestão da própria  empresa,   uma  situação que  tem obrigado  o  envolvimento da Polícia Nacional, além da colaboração da população.

Sem avançar  a divida  dos clientes, disse  ser enorme,  destacando  os  domésticos, empresas industriais e instituições publicas,  como  sendo os maiores devedores.

Não  obstante as  dificuldades, prometeu estarem a trabalhar para melhoria a qualidade do  fornecimento de  água  à população,  com  qualidade.

Até  Maio de 2017,  cerca  de 551 mil 414  novas  ligações foram  efectuadas  na província  de Luanda, das 700 mil previstas, que  corresponde a uma  taxa  de cobertura de  74 por cento.

Abastecimento de água melhora  no  Uíge

A  presidente do Conselho de Administração da Empresa Água e Saneamento da Província do Uíge, Emilia  Fernandes, garantiu, hoje, em  Brasília, Brasil,  de ter  melhorado a  situação  de  abastecimento  de água naquela  região do  país, se  comparado há dois  anos.

De acordo com a responsável que também falava à propósito do Dia Mundial da Água que hoje se assinala,  na província foram efectuados mais de duas mil  ligações,  no quadro da reabilitação da Estação  de Tratamento de Água (ETA)  da província.

Actualmente  fornecem nove mil e 500 metros  cúbicos  dia,  aos mais de nove  mil clientes registados.

Prevê-se, ainda este ano, a efectivação de mais  10 mil   ligações na cidade do Úige, além dos projectos  do Governo ligados  à  construção de  alguns sistemas de água, nas localidades onde a rede não chega.

Em temos de  taxa de cobertura da  rede ainda não é satisfatória, visto que os  números  rondam os  35 por cento,   uma  vez  que a cidade   conta com  mais  de 350 mil habitantes.

Neste   Dia Mundial da Água, que  hoje se  comemora,  centenas de cidadãos  brasileiros  saíram à rua na  cidade  de Brasília, para  protestar os seus direitos à  água.

Os manifestantes  brasileiros,  provenientes de várias regiões do país, clamam  pela não privatização da água, defendendo que “a água  não é  comércio,  mas  sim um direito”.

Estes  marcharam  até o   Centro de Convenções Ulisses  Guimarães, local que  acolhe o 8º Fórum  Mundial da Água (FMA),  em que  Angola  se faz presente por uma  delegação multi-sectorial,  chefiada  pelo ministro  da Energia e Águas, João Baptista  Borges.

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